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FCUP Recebe Mesa Redonda sobre Comunicação de Ciência

  • há 16 minutos
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A 15 de abril, a Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP) recebeu na sua biblioteca a mesa redonda "Para além do Laboratório: A descoberta de um caminho em Comunicação de Ciência", reunindo profissionais de comunicação de ciência, incluindo a Native Scientists, para refletir sobre os desafios e oportunidades na área.



Moderada pela Gestora de Programas e Formação Margarida Morim, a sessão contou com profissionais a trabalhar nas áreas de comunicação de ciência e formação académica. Joana Moscoso, Diretora Executiva da Native Scientists, representou a organização enquanto oradora convidada, juntamente com Júlio Borlido, Diretor da Unidade de Comunicação do i3S; Áurea Ramos, Responsável de Imagem e Comunicação da FCUP; e Paulo Simeão, Professor da Unidade de Ensino de Ciências da FCUP.


A discussão centrou-se na crescente relevância de comunicar ciência "para além do laboratório". Embora a comunicação de ciência continue a ser uma componente menos visível da formação científica, em particular nas áreas experimentais, é cada vez mais reconhecida como essencial para aproximar o conhecimento científico da sociedade e para alargar as possibilidades de carreira de estudantes. Ao longo da discussão, os oradores e oradoras refletiram sobre os seus percursos profissionais, os obstáculos encontrados ao enveredar pela comunicação de ciência e as oportunidades que emergem da colaboração interdisciplinar.


Entre os vários temas abordados, a importância de definir públicos e adaptar as estratégias de comunicação destacou-se como um tema central. Joana Moscoso observou: "Assim como há muitas formas de cozinhar bacalhau, há muitas formas de comunicar ciência." Explicou que os dias abertos e mostras frequentemente não conseguem chegar a quem ainda não tem interesse pela ciência, sublinhando a necessidade de procurar ativamente as comunidades mais desservidas.



Paulo Simeão concordou, salientando que a comunicação de ciência "deve ser simples". Partilhou um exemplo da vida real: "O meu filho foi a um dia aberto e uma das bancas era sobre indução magnética. Disseram-lhe que, de acordo com a Lei de Faraday, um campo magnético variável no tempo induz uma força eletromotriz. O meu filho tinha 10 anos. E disseram-lhe que não conseguiam explicar de outra forma. E este é o problema. Explicar ciência como se só os grandes crânios a conseguissem compreender."



Ao contribuir para conversas como esta, a Native Scientists continua a defender uma ligação mais sólida entre a ciência e a sociedade. O evento terminou com uma discussão aberta com o público, porque uma boa comunicação só funciona se for uma via de dois sentidos.

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