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Ponto de Interrogação - Ciência, equidade e educação em debate

  • há 3 horas
  • 3 min de leitura

O encontro Ponto de Interrogação reuniu cientistas, educadores e educadoras, e decisores políticos na Fundação Calouste Gulbenkian.

A 18 de junho, a Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, foi palco do evento Ponto de Interrogação: Encontro de Promotores e Promotoras de Literacia Científica. A iniciativa reuniu professores e professoras, cientistas, comunicadores e comunicadoras de ciência, instituições, fundações e decisores políticos para debater de que forma o acesso ao conhecimento científico pode chegar a todas as crianças, independentemente do seu percurso de vida.



A tarde constituiu um espaço de reflexão, partilha e ação sobre o futuro da literacia científica em Portugal, centrado na ideia de que a transformação educativa começa sempre com uma pergunta e com a coragem de a fazer.

O evento foi construído em torno da ideia de que o ponto de interrogação é mais do que um símbolo de pontuação: é uma atitude crítica perante o desconhecido e um convite à curiosidade e à imaginação. É também um espaço físico onde o questionar abre portas ao progresso e à equidade. O Ponto de Interrogação tornou-se um ponto de encontro para quem acredita que o acesso à ciência, a uma educação de qualidade e a oportunidades mais amplas é uma responsabilidade coletiva e essencial ao desenvolvimento social.


Educação e equidade em debate

A sessão plenária, moderada por Rui Marques (Relational Lab), convidou o público a refletir sobre educação e equidade no acesso ao conhecimento científico, sublinhando o papel central das escolas na construção de oportunidades.



O painel "Tornar a ciência uma possibilidade para as crianças" reuniu Tiago Alves (Imperial College London), Antónia Estrela (Universidade NOVA de Lisboa e Politécnico de Lisboa), Maria Fernanda Matos (Agrupamento de Escolas Laranjeiras) e Simão Morim, aluno da Escola Básica de Cadilhe. A conversa destacou como a curiosidade científica surge cedo na vida das crianças e como escolas, famílias e cientistas podem criar condições reais para que todas as crianças tenham acesso ao conhecimento.

A presença de uma criança no painel trouxe uma perspectiva direta sobre o impacto que as oportunidades científicas têm no quotidiano escolar, reforçando a ideia de que a ciência só se torna uma possibilidade genuína quando está próxima, acessível e humana. 




Parcerias para transformar a educação

A mesa redonda "O papel das parcerias para uma educação mais justa e inclusiva", moderada por José Maria Pimentel (podcast 45 Graus), reuniu Tiago Pereira (Fundação Mendes Gonçalves), Carla Sepúlveda (ex-Vereadora da Educação de Braga), Afonso Arnaldo (Deloitte) e Paulo Marques (filantropo). A discussão sublinhou que a transformação educativa exige colaboração entre setores, investimento sustentado e uma visão partilhada do impacto social da ciência. 

Os oradores e oradoras convergiram na ideia de que nenhuma instituição isolada consegue garantir a equidade educativa por si só, reforçando a necessidade de encontros regulares que promovam o diálogo, a avaliação e a ação conjunta.

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Prémios BIP/ZIP reconhecem iniciativas de impacto local 

O evento incluiu ainda a Entrega de Prémios do Programa Bairros e Zonas de Intervenção Prioritária da Câmara Municipal de Lisboa (BIP/ZIP), com contributos de Camila Moura (Native Scientists), Ricardo Santiago (Município de Lisboa) e Ana Paula Monteiro (Agrupamento de Escolas Laranjeiras).

As crianças foram convidadas a explorar o que significa ser cientista, através da criação de desenhos e frases curtas. No final do ano letivo, as peças que se destacam pela originalidade e criatividade, tanto frases como ilustrações, entram na lista de finalistas. A equipa da Native Scientists, em conjunto com colaboradores e colaboradoras e membros do júri convidados, analisa os finalistas e vota nos seus favoritos. Este ano, as vencedoras foram a Joana, que recebeu o prémio de Melhor Frase, e a Mariana, distinguida com o prémio de Melhor Desenho. Ambas as alunas destacaram-se pela clareza, imaginação e sensibilidade dos seus trabalhos. Joana e Mariana receberam, cada uma, um circuito da Ciência Viva e o livro Lá Fora, uma obra ilustrada sobre a natureza publicada pela Planeta Tangerina. Agradecemos à Ciência Viva o apoio a esta iniciativa.



Um compromisso coletivo com a equidade científica

A primeira edição do Ponto de Interrogação deixou claro que existe vontade, necessidade e urgência em criar espaços onde a comunidade educativa e científica possa pensar em conjunto o futuro da literacia científica. Participantes, oradores e oradoras destacaram que a reflexão contínua é essencial para enfrentar desigualdades estruturais e garantir que todas as crianças têm acesso ao poder transformador da ciência.

A Native Scientists reforçou o compromisso de continuar a promover encontros que aproximem ciência, educação e sociedade.




 
 
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