Prémios Native 2025 celebram todas as nossas crianças
- Native Scientist

- 5 de dez. de 2025
- 4 min de leitura
Atualizado: 16 de dez. de 2025
A Native Scientists celebrou a imaginação das crianças que participaram, ao longo do ano letivo de 2024/25, nos seus programas educativos por toda a Europa.
No ano letivo de 2024/25, 4 876 crianças participaram nas oficinas dos programas Cientista Regressa à Escola (CRE) e Mesma Comunidade Migrante (SMC), sendo que 51% tiveram contacto com uma pessoa cientista pela primeira vez. Em cada oficina, as crianças foram convidadas a ilustrar o que significa ser cientista e a escrever o que fariam se o fossem. No final do ano letivo, os trabalhos mais criativos e originais são selecionados, e toda a equipa da Native Scientists, juntamente com membros do júri selecionados, vota nos seus favoritos.
Prémio para o Melhor Desenho e Melhor Frase – Programa da Mesma Comunidade Migrante
Na segunda-feira, 17 de novembro, realizou-se a cerimónia de entrega do Prémio para o Melhor Desenho das oficinas da Native Scientists de 2024/25, no Colégio Jesuitinas, em Pamplona. O prémio foi atribuído à aluna Salma, numa cerimónia que contou com a presença de Román Torre, Chefe da Secção de Programas de Línguas Estrangeiras; Filipa Soares, Coordenadora do ensino de português em Espanha e Andorra pelo Instituto Camões; Lara San Emeterio, Gestora do programa SMC; e Sofía Ferreira Teixeira, Coordenadora em Espanha. Esta iniciativa foi apoiada pelo Instituto Camões e pela sua Coordenação de Ensino de Português no Estrangeiro (CEPE) em Espanha , e envolveu seis pessoas cientistas portuguesas e brasileiras. As oficinas aproximaram a ciência das crianças através da língua portuguesa e foram dirigidas exclusivamente a alunos e alunas do 5.º e 6.º anos que estudam português nestas escolas.
O Mattia, de 9 anos, venceu o prémio para a melhor frase em Colónia, na Alemanha. A frase vencedora foi: “Se eu fosse cientista, procuraria novas fórmulas para ajudar o mundo. Procuraria medicamentos para ajudar as pessoas. Tentaria descobrir formas de vida que ninguém conhece.”
Ele contou que gostou muito da oficina e que adorou extrair ADN de morangos - algo que despertou a sua curiosidade e entusiasmo. Sobre o prémio, afirmou: “É bom ter ganho. Tenho a certeza de que há muitas outras crianças que não tiveram oportunidade de participar no evento e que também poderiam ter escrito uma frase bonita.”
O Mattia partilhou ainda que, se algum dia conseguir ser cientista, “gostaria de ser o criador de algo, como uma máquina ou coisas que voem. Também adoraria ser um cientista que descobre novas formas de vida.”

As crianças vencedoras recebem um certificado, um saco reutilizável da Native Scientists e o livro Lá Fora, publicado pela Planeta Tangerina.
Prémios para Melhor Frase e Melhor Desenho – Programa Cientista Regressa à Escola
No âmbito do programa CRE, a vencedora na categoria de Melhor Frase foi a Matilde, de 10 anos, que recebeu o prémio na Escola Básica e Secundária de Machico, na Madeira. A frase vencedora foi: “Se eu fosse cientista, estudaria o comportamento humano porque não percebo porque é que as pessoas continuam a deitar lixo para o mar.”
A cerimónia de entrega contou com a presença da cientista Sara Cerqueira, da professora Conceição Gouveia, de Sara Bettencourt da Agência Regional para o Desenvolvimento da Investigação, Tecnologia e Inovação (ARDITI), e dos pais da Matilde.
O pai da Matilde destacou o entusiasmo da filha: “Ela vestiu verdadeiramente a pele de uma cientista e pensou em como poderia resolver o problema dos oceanos, e a frase inspiradora surgiu de forma natural. A Matilde tem um grande interesse pela ciência e por compreender como tudo funciona.”
A Matilde gostou especialmente de usar uma máscara de mergulho e de ver a coleção de dentes de tubarão da cientista Sara Cerqueira durante a oficina. A própria cientista partilhou a sua motivação: “Voluntariei-me numa altura em que estava entre empregos e procurava uma forma de me manter ativa, aprender e contribuir. Sempre gostei de comunicar ciência e de trabalhar com crianças.”
Ela acrescentou ainda que estas oficinas “quebram a ideia de que a ciência é distante ou difícil; no final, as crianças percebem que ser cientista é possível.”

A vencedora do prémio de Melhor Desenho foi a Alice, de 9 anos, que recebeu o seu prémio na Escola Básica de São Pedro, na Vila do Porto, nos Açores.
A cerimónia de entrega contou com a presença do cientista André Carreiro, da professora Cristina Baptista, dos pais da Alice, de Fátima Fonseca e Margarida Magalhães da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (FLAD), e de Marco Cunha da Caixa Geral de Depósitos.
A Alice achava que tinha ganho o prémio apenas nos Açores e, quando soube que tinha ganho a nível nacional, ficou ainda mais feliz e orgulhosa do seu trabalho.
A mãe da Alice mostrou-se muito satisfeita com o Circuito Ciência Viva e disse: “Nunca visitámos nenhum destes museus de ciência, eu também adoraria visitá-los. Como presente de Natal, podemos planear uma viagem a Lisboa e, em família, visitar o Pavilhão do Conhecimento.”
A mãe da Alice descreveu a experiência como muito positiva, pois a filha conheceu um cientista pela primeira vez - algo que poderá inspirar o seu futuro. “Estamos muito orgulhosos”, acrescentou.
As crianças vencedoras receberam um certificado, um saco reutilizável da Native Scientists, um Circuito Ciência Viva e o livro Lá Fora, publicado pela Planeta Tangerina.
A Native Scientists agradece à Ciência Viva pela parceria e por patrocinar dois Circuitos Ciência Viva para os prémios do CRE. E gostaria também de agradecer a todos os parceiros que tornaram possível a realização destas oficinas - Governo dos Açores, BPI Fundação “la Caixa”, FLAD, Haddad Foundation, Youth for Outermost regions, Society for Experimental Biology, and Camões Institute - e que aproximaram a ciência das crianças.
Sobre a Native Scientists
A Native Scientists é uma organização pan-europeia sem fins lucrativos que cria pontes entre crianças desservidas e cientistas. Foi criada para alargar os horizontes das crianças, promovendo a literacia científica e reduzindo as desigualdades através de programas educativos de divulgação científica.














