1.ª Edição do Programa de Estágios da Native
- 3 de jul.
- 4 min de leitura
A missão da Native só é possível graças ao trabalho de cientistas e ao apoio dos nossos parceiros e parceiras, mas também ao tempo e empenho de muitas pessoas que trabalham nos bastidores.
Em colaboração com a Fundação da Juventude, em 2025 abrimos as portas a pessoas estagiárias através do nosso primeiro Programa de Estágios. Vinte e duas pessoas dedicadas tiveram a oportunidade de praticar funções de gestão nas áreas de Programa, Parcerias, Impacto, Comunidade, Filantropia, Automações e Comunicação.
O objetivo do programa era ajudar as pessoas a crescer profissionalmente, permitindo às pessoas participantes desenvolver as suas competências e ganhar experiência, ao mesmo tempo que impulsionavam a missão da Native. Foi concebido para oferecer apoio e formação personalizados ao longo do ano letivo 2025/2026, fornecendo as ferramentas necessárias para enriquecer o seu currículo das pessoas, ao mesmo tempo que reforçavam o trabalho da Native.
Os estágios arrancaram com um onboarding transversal a toda a organização e um evento de boas-vindas. Num espaço gentilmente cedido pela nossa parceira Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento, os membros da equipa e o novos gestores e gestoras partilharam as suas expectativas para o ano letivo que se aproximava. Foi também um momento para que as pessoas recém-chegadas desenvolvessem uma compreensão mais profunda do trabalho e da missão da Native.
Vasco Pinto, que na altura estava a iniciar funções como Gestor de Programa, comentou como eventos presenciais como este, onde colegas podem conhecer-se, "fazem uma grande diferença", e como "as atividades promovidas foram muito eficazes a fomentar, desde logo, boas relações". Joana Ramos, também Gestora de Programa, disse que se "sentiu bem acolhida desde o início, com orientação clara e recursos que ajudaram a compreender a missão da organização e o meu papel dentro dela".

Os novos gestores e gestoras também partilharam os motivos que os levaram a juntar-se à Native. Eva Gomes, que estava a iniciar funções como Gestora de Automações, disse que a sua paixão por partilhar conhecimento a faz acreditar que "juntos, conseguimos inspirar as crianças a investir no seu próprio potencial e curiosidade". Sandra Chaves, Gestora de Programa, que já tinha trabalhado anteriormente na área da ciência, disse que sempre sentiu que a ciência não deveria ser apenas para quem decide fazer dela a sua opção de vida. "O estágio na Native pareceu-me uma excelente oportunidade para seguir esta convicção", afirma.
Para além do amor pela missão, o grupo também estava entusiasmado por enriquecer as suas competências. "Espero transformar-me enquanto transformo os outros", diz Lúcia Xavier, também Gestora de Programa, que procurava crescer profissionalmente ao aprender novas competências, trabalhar em equipa e "assumir responsabilidades num ambiente respeitoso e ponderado".
Ao longo do ano, os novos gestores e gestoras trabalharam nas áreas de comunicação, parcerias, angariação de fundos, execução de programas, análise de dados e impacto, e operações internas, contribuindo cada uma para a missão da Native. O seu trabalho envolveu a redação e publicação de conteúdos, o cultivo de relações com cientistas, professores e professoras, e organizações parceiras, a análise de dados de impacto, a automação de processos e o apoio à gestão diária da equipa.
Graças ao seu empenho e dedicação, a Native Scientists conseguiu chegar a 6 434 crianças e envolver 211 cientistas em ações de divulgação científica, um crescimento de 2 042 crianças face ao ano anterior. Além disso, o seu trabalho traduziu-se em mais de 60 novas parcerias para a organização, expandindo o alcance e a capacidade de crescimento da Native. Para além destes números, os gestores e gestoras do programa de estágios também ajudaram a tornar possível o evento emblemático da Native, o Ponto de Interrogação, para discutir abertamente a literacia científica em Portugal.

Um inquérito interno realizado para resumir a experiência mostra que o programa de estágios foi um sucesso. Todas as pessoas participantes concordaram que as suas expectativas foram alcançadas, classificando a experiência global com 4,7 em 5. Os elogios estenderam-se ao apoio recebido através das reuniões individuais e da mentoria contínua (4,9/5), que também permitiu uma excelente experiência de aprendizagem (4,6/5).
Lúcia Xavier descreve a cultura e o ambiente de trabalho como "fenomenais". E acrescenta: "É visível o tato para com o tempo das pessoas e o cuidado com esse respeito". Para além da cultura de trabalho, Marcela Nogueira, Gestora de Filantropia, explica como o programa lhe permitiu, "mesmo estando geograficamente distante de centros como Lisboa ou o Porto, trabalhar remotamente em prol da educação e em prol de um melhor acesso à educação".
Os gestores e gestoras do programa de estágios parecem concordar sobre a forma como este contribuiu para o enriquecimento das suas competências. "Este estágio contribuiu para o meu desenvolvimento através do aumento de competências em comunicação, coordenação e trabalho em equipa, além de aumentar a minha confiança profissional", diz Orcélio Cumbe, Gestor de Parcerias. Natália Mendes, Gestora de Filantropia, concorda, descrevendo a experiência como "muito prática e positiva no sentido em que pude desenvolver soft skills como também sanar dúvidas em diversas áreas". De facto, graças a este programa, 94% destas pessoas gestoras afirmam sentir-se mais preparadas para o mercado de trabalho.
"Foi muito mais do que desenvolver competências técnicas. Acima de tudo, ajudou-me a perceber que eu tinha o poder de contribuir para reduzir desigualdades e contribuir para a literacia científica", acrescenta Gianina Fernandes, Gestora de Comunicação. Todos partilham o sentimento de terem encontrado um propósito no trabalho. "Abriu a minha mente sobre a equidade na ciência e sobre a comunicação na ciência", disse Ranyra dos Reis, Gestora de Programa. Sara Lopes, Gestora de Comunicação, disse: "Saio deste estágio com a convicção que o papel que fazemos na comunicação tem um impacto real em construir uma sociedade mais equitativa. Porque, quando uma criança se vê representada, todo o mundo de possibilidades muda”.
Esta primeira edição provou que investir nas pessoas compensa: gestores e gestoras cresceram profissionalmente, e milhares de crianças ganharam acesso à ciência. A Native está grata a todas as pessoas que tornaram este ano possível, e já está a olhar para o futuro, para continuar a construir sobre este impulso.
Para saber mais sobre o Programa de Estágios da Native, clique aqui.
Sobre a Native Scientists
A Native Scientists é uma organização não governamental pan-europeia que cria pontes entre crianças de comunidades desservidas e pessoas cientistas. A sua missão é alargar horizontes, promover a literacia científica e reduzir desigualdades através de intervenções educativas de divulgação científica.












